Assistimos: Manto e Adaga

 Você adora séries de pessoas com super poderes e acha que as 372 disponíveis não são o suficiente? Está triste porque a Netflix cancelou Punho de Ferro e Luke Cage ? Seus problemas acabaram! Assistimos Marvel’s Cloak and Dagger (Manto e Adaga em português) para ajudar você a se decidir se vale a pena ou não.

Nunca ouvi falar!

Manto e Adaga é uma série de TV do canal Freeform (antigo ABC Family, que é parte da Disney) baseada nas personagens de quadrinhos com o mesmo nome. Criados por Bill Mantlo e Ed Hannigan, apareceram pela primeira vez nas revistas do Homem-Aranha em 1982, fazendo parte do núcleo mais “urbano” do universo Marvel .

Primeiras aparições da dupla

A tradução do nome, apesar de correta, não consegue trazer para o português o outro significado da expressão Cloak and Dagger: “Situação que envolve intriga, mistério segredo ou espionagem”.

E é exatamente esse espírito, essa vibe, que é trazida para a série de TV. Ela foca na história pessoal de Tyrone Johnson (Manto) e Tandy Bowen (Adaga); em como eles conseguiram seus poderes; na ligação entre eles; e nos perigos que estão crescendo em Nova Orleans, local onde a série se passa.

Tá, mas e daí?

Sem querer dar muitos spoilers é possivel ressaltar que a série se diferencia de outras do gênero por não forçar a barra no aspecto heróico das personagens, e sim em seus conflitos pessoais. São adolescentes que passaram por muita m….. e trazem mensagens importantes sobre privilégio, racismo, machismo e impunidade. Não são arquétipos de heróis perfeitos, e suas curvas de aprendizagem e crescimento são bastante palpáveis dentro da história. O ritmo e os mistérios apresentados fazem jus ao significado original da expressão em inglês que dá nome a série.

A história está dentro do MCU (universo cinematografico da MARVEL) mas não de forma ostensiva: outros eventos são mencionados, o nome de Misty Knight é dito em algum momento, mas nada que faça você precisar assistir centenas de horas de conteúdo para entender.

Quer outra vantagem? É curta. A primeira temporada (e única até o momento) tem apenas 10 episódios. O canal Freeform confirmou a segunda temporada, mas ainda não há datas disponíveis.

Gostei de 9 dos 10 episódios, mas tenho alguns problemas com o final da temporada. Tentarei ser o mais vago possível: Como coloquei antes, a grande vantagem da série é ser centrada nos dramas pessoais. Os poderes e os problemas consequentes deles são apenas alegorias e pano de fundo que dão sabor e textura para a história. O final porém cai em alguns clichês que vem se repetindo nas outras (muitas) produções disponíveis. Não é exatamente ruim, só é… meh. Um desenvolvimento tão bom merecia um final melhorzinho.

Enfim, vale a pena assistir. Nota 9/10 (1 ponto para cada episódio maneiro) dentro do estilo proposto.

Que as forças espirituais de Nova Orleans estejam com você.

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