Vingadores: o fim de uma saga

Passados vinte e dois filmes, terminou a saga iniciada com o primeiro Homem de Ferro, em maio de 2008. O final da história cinematográfica envolvendo o surgimento do grupo de super-heróis conhecido como Vingadores e as Joias do infinito precisava ter um final grandioso e espetacular, e é isso que a Marvel fez em Ultimato. Eu temia que as promessas feitas, tão miraculosas e às vezes fantásticas, não seriam cumpridas. Mas meu medo não se confirmou e, ao assistir ao filme, tive tudo o que construí de expectativa neste último ano.

Entre tantas coisas que chamam a atenção no filme, há pelo menos três que me fazem ter ele como especial dentro de todo o universo cinematográfico dos Vingadores. Em primeiro lugar, é uma história centrada nos primeiros Vingadores, ou seja, em Tony, Steve e Thor. Muitos personagens, alguns deles maravilhosos, foram apresentados ao longo dos anos, mas foram esses três o eixo que conduziu até aqui o universo Marvel. São seus medos, suas hesitações, seus dramas, suas dificuldades, suas brigas, enfim, seu passado, presente e futuro é o que nos guia neste filme. O momento simbólico com certeza é o fato de os três serem os primeiros a encarar Thanos, na parte final do filme.

Um segundo aspecto que faz deste filme algo grandioso é o fato de costurar de uma forma espetacular a maior parte das histórias contadas até então. Seja por meio de referências feitas em diálogos ou mostrando novamente as cenas, muitos fios são retomados, até encontrar os super-heróis no presente mostrado no filme. E, com isso, os personagens vão tendo a chance de mostrar brevemente como chegaram até aquele momento. O destaque aqui talvez seja Viúva Negra, que, ao final, encontra a redenção que buscava há tanto tempo. Um dos pontos principais do filme é justamente dar uma maior densidade aos dramas particulares de um número maior de personagens.

O terceiro elemento de destaque com certeza é a grande batalha final. Meu sentimento foi de que todas as batalhas dos filmes anteriores tinham de repente se juntado numa única sequência, colocando para os super-heróis o maior desafio que enfrentaram até hoje. E, mais uma vez, foi a unidade entre eles, um exército não apenas grande em tamanho, mas também coeso, que garantiu a vitória contra a ameaça que se colocava. Esse é um momento do filme em que o expectador pode ir das lágrimas ao riso, às vezes em poucos segundos, numa variação de sentimentos que somente quem assiste ao filme consegue entender.

É um filme de despedidas, mas, apesar de algumas lágrimas, sabe-se que nenhum dos sacrifícios foi em vão. A mensagem de unidade para a luta prevalece e todos sabem que cada um desses guerreiros cumpriu um papel decisivo numa batalha que somente poderia ser travada de forma coletiva. Todos lutaram não por suas vidas, mas pela de seus amigos e familiares, e a mensagem final é de que saíram vitoriosos. No final, uma singela cena que mostra o quanto isso é simbólico: Peggy e Steve finalmente têm sua prometida dança. Certamente todos aqui entenderão a referência.

Nota: 9

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