Homem-Aranha: No Aranhaverso

O Carlos Carneiro já havia comentado da grande animação de 2018 por aqui. Mas estávamos devendo um texto só para o Homem-Aranha: No Aranhaverso, um dos melhores filmes nerds que já vi na vida. Aliás, uma produção que resgata algo que nós nerds mais gostamos: as versões dos nossos personagens favoritos.

Miles Morales é um adolescente normal que é picado por uma ranha radioativa no mesmo instante em que vê o Homem-Aranha ser assassinado. Ele não tem experiência ou treinamento, mas dá a sorte de ter ao seu lado as versões alternativas de cinco heróis aracnídeos. Em especial, a do Homem-Aranha original, mais envelhecido do que costumamos ler.

Essa versão não está lá por acaso. Esse Peter Parker sou eu, você e todo mundo que tem mais de 30 anos e cresceu lendo o amigão da vizinhança. Peter sempre foi o herói mais humano de todos, então é esse herói que vemos a nós mesmos. Ou seja, alguém que engordou, passou por problemas conjugais, tem dúvidas sobre ter filhos e que se sente um pouco cansado da vida. As vezes, com aquele ar de que não dá tempo mais para fazer o que queremos, quando ainda temos tempo para muita coisa. Inclusive mudar sua vida. E o universo, claro.

Na contrapartida, Miles Morales é o aranha da nova geração. Hispânico, grafiteiro e cheio das dúvidas que os velhos leitores do Aranha conhecem bem. É diferente, mas é igual. E é no abismo entre essas semelhanças e diferenças que o Homem-Aranha: No Aranhaverso acerta com referências na medida certa que emocionam velhos fãs, mas sem medo de apostar em uma nova aventura.

Não é só um filme para marvetes, mas para passar o carinho pelo aranha de gerações. Homem-Aranha: No Aranhaverso é um filme para ser visto e celebrado. E para quem não acredita em coincidência, acabou se tornando a última participação de Stan Lee em filmes da Marvel. Difícil imaginar algo mais conveniente para um nome que atravessa(rá) décadas.

Nota: 10

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