Cinco professores da ficção que ditadores odiariam

Liberdade de pensamento é essencial em sala de aula

O Brasil é um país que acha que a solução é a educação, mas tem um governo que odeia professores. Em manifestação contra os cortes no ensino de 2018, que podem esterilizar uma geração de brasileiros, a maioria do país se posicionou contra a medida. Até hoje ainda não temos a noção do cerceamento do pensamento em sala de aula, mas enquanto for possível questionar, questionaremos.

++ Cinco séries protagonizadas por crianças

No Dia do Professor, vamos lembrar de personagens inesquecíveis que nos ajudariam a fazer o mesmo. Confira:

Merlí

Um professor que ensina história e obriga seus alunos a pensarem por si mesmos. Que passa o dia mostrando como a filosofia os torna capazes de dialogarem com emoções e questões que desconheciam e que não tem medo de viver como quer. O professor Merlí e seus Peripatéticos, certamente, seriam alvo de perseguição do governo mais ideológico que esse Brasil já teve.

John Keating (Sociedade dos Poetas Mortos)

Afinal de contas, oh captain, my captain. … Imagine um professor que fizesse seus alunos amarem a poesia mais do que uma carreira financeiramente promissora como a medicina, desde que o fizessem felizes? John Keating (Robin Willians) não só seria impedido de dar aula como correria o risco de ser preso – ou até linchado – por ordens do bolsonarismo depois que alguém se matasse por ter um pai autoritário. Isso tudo depois de taxado de espião comunista ou alguma bizarrice do gênero.

Aliás, o pai, Mr. Perry (vivido pelo ator Kurtwood Smith) de Sociedade dos Poetas Mortos, certamente teria votado 17 e tirado foto fazendo arminha, certo amigos? Ou talvez ganhasse algum ministério no governo federal, quem sabe?

Sociedade dos Poetas Mortos, dirigido por Peter Veir, também teve o astro Ethan Hawke no filme entre os atores. O filme está disponível no Google Play e outras plataformas de streaming que alugam filmes.

Dumbledore

Um diretor de escola que desafia o governo para proteger seus alunos certamente não se dariam bem com um presidente que defende tortura e ditadura militar. Dumbledore se recusaria a obedecer ordens bizarras.

Dona Marocas

Sim, aquela professora de Chico Bento, personagem da Turma da Mônica. Sério que você não entendeu?

Ela é muito humanista. E sempre defende Chico Bento e seus alunos, independente do grau de conhecimento de cada um. Ao corrigir suas redações, por exemplo, se preocupa mais com o conteúdo do que com a gramática. Sempre se utilizando de exemplos retirados do cotidiano de seus alunos, a professora de Vila Abobrinha é, obviamente, seguidora de Paulo Freire, patrono da educação brasileira. E como qualquer brasileiro que estuda e é uma referência intelectual é odiado por Bolsonaro e seu séquito, dona Marocas seria perseguida por esse governo. Aliás, se houvesse algum celular na história haveria até quem gravasse suas aulas. Ainda bem que Dona Marocas está a salvo nos gibis da Turma da Mônica e, certamente, seria defendida por todos os seus alunos se existisse.

 

Charles Xavier

Citou Martin Luther King e falou em igualdade de todos? Bom, vocês já sabem, né?

(Colaborou Eva Miranda)

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