‘O Quarteto Fantástico’ é “meio caminho andado” para a Marvel?

Filme empolga na primeira metade, mas repete velhos erros no segundo ato

O Quarteto Fantástico: Primeiros Passos foi um dos filmes mais esperados desde seu anúncio. Depois do sucesso de Guardiães da Galáxia, que ocupou o lugar que seria da família Richards, era de se esperar que a chegada dos personagens, depois da resolução com a Fox Filmes, trouxesse algo de novo ao desgastado Marvelverso.  Uma espécie de Os Incríveis, mas live action. A resposta na telona foi sim e não.

A família mais poderosa do Marvelverso conta com Reed Richards (Pedro Pascal), Sue Storm (Vanessa Kirby) Johnny Storm (Joseph Quinn) e Ben Grimm, o Coisa (Ebon Moss-Bachrach). Julia Garner e a Surfista Prateada, em uma aparição mais discreta do que a atriz e a personagem merecem (o que talvez se explique por uma certa covardia do estúdio em enfrentar trolls). O casal Richards/Pascal e Sue/Kirby tem grande entrosamento e entregam tudo o que se esperava do casal, acima do que filmes anteriores conseguiram. Quinn e Bacharch também trazem Coisa e Tocha Humana das HQs para o cinema com carisma e boa atuação para O O Quarteto Fantástico.

Na primeira parte, o filme dirigido por  Matt Shackman (Wandavision)  apresenta um formato diferente com uma superfamília equilibrando a pressão de ser uma celebridade e a chegada de um novo membro. Subitamente, Galactus, uma ameaça vinda do espaço chega e exige uma escolha impossível: sacrificar um filho ou ver todo planeta morrer. Somente os quatro membros ligados por laços de sangue e amizade podem manter sua integridade, união e ainda salvar seu mundo.

Contudo, na sua segunda metade O Quarteto Fantástico cai nos mesmos erros de repetir a “fórmula Marvel”, como outros filmes já cometeram. Tudo se torna previsível demais e… Chato. Esse segundo ato ainda não estraga o clima que a primeira metade cria, mas deixa um ar de que faltou alguma coisa no final. As cenas pós-credito acabaram gerando mais surpresa que o filme em si.

Kevin Feige tem muito mérito do que a Marvel se tornou nos cinemas, mas a reorganização da DC e o atual momento pedem uma guinada criativa que ainda não demonstrou 100%. O Quarteto Fantástico faz parte de um vislumbre desse futuro necessário e desse passado que só mantém museus.

Nota: 7

Confira o trailer de O Quarteto Fantástico:

Arquivos

Leia Mais
Schumacher: 5 filmes para esquecer que Joel dirigiu ‘Batman’