Sei que não é o tipo de livro que aparece por aqui, mas, sendo um tema tão pertinente abordado por tão extraordinárias pessoas, a exceção deve ser válida. A bem da verdade, nosso editor Tiago Cordeiro deu um empurrãozinho para essa resenha acontecer. E sou grata por isso.

Apesar de o livro estar catalogado como “autoajuda”, “religiosidade” e “espiritualidade”, vejo Contentamento muito mais como uma aula de vida ministrada por dois sábios. Pois mesmo sendo dois líderes religiosos e muitos de seus ensinamentos serem permeados por suas respectivas crenças religiosas, o budismo e o cristianismo, também acreditam que nenhuma crença é universal e no direito de não ter uma. Aliás, acreditam que a tolerância e o respeito são essenciais para a felicidade. Caso contrário, esse livro nem existiria.
O que provavelmente torna os ensinamentos desse livro mais realistas e acessíveis é que, diferente de coachs que pregam uma positividade tóxica,
Dalai Lama e Desmond Tutu mostram que a negação não traz felicidade. Aceitar a realidade do sofrimento está longe de ser conformismo, mas uma forma eficiente de encontrar os meios para mudar o que não está certo. Também não adianta negar a existência de pensamentos ruins, somos humanos e é natural que surjam. Apenas devemos aprender a lidar com eles. Os ensinamentos dos dois sábios são ratificados por estudos e pesquisas científicas, que comprovam os benefícios dos oito pilares do contentamento (perspectiva, aceitação, humildade, humor, perdão, gratidão, compaixão e generosidade) para a saúde mental e até física. Mostrando que para termos uma saúde melhor também precisamos nos tornar pessoas melhores.
O encontro também rendeu o documentário Missão: Alegria em Tempos Difíceis (Mission: Joy – Finding Happiness in Troubled Times). O documentário de 1h30 esteve presente no catálogo da Netflix , mas não está mais. Contentamento – O Segredo Para a Felicidade Plena e Duradoura foi publicado no Brasil pela Editora Principium, pode ser encontrado em formato físico e digital. Uma leitura perfeita para os tempos em que vivemos, e para ser revisitada a qualquer hora.
Nota: 10



