‘O Homem da Terra: Holoceno’ fracassou

Nem tudo precisa ser franquia

Lançado dez anos depois de O Homem da Terra, O Homem da Terra: Holoceno foi uma tentativa de aproveitar o sucesso inesperado da produção dez anos depois. Com mais recursos técnicos (o primeiro foi filmado com uma câmera ultrapassada) e uma estratégia mais comercial. O filme emula boa parte da história do primeiro, mas também é uma sequência e deixa um gancho aberto para uma… Continuação ou série de TV, como o diretor Richard Schenkman deixa claro nas cenas pós-créditos.

O Homem da Terra: Holoceno traz Ellen Crawford, Anikka Peterson, Ellen Crawford e William Katt (conhecido pela audiência brasileira por estrelar a série O Super-Herói Americano) ao lado de David Lee Smith, que retoma seu papel como John Young,  o carismático homem imortal.

Com dez anos a mais, logicamente que o ator parece mais velho. Como explicar então um imortal que envelheceu? Um dos conflitos da série é justamente que John está… Envelhecendo. Ele percebe que seu fator de cura funciona abaixo do que foi, mas desconhece os motivos. Com o tempo, o personagem e a série nos levam a crer que o (possível) fim do período holoceno pode ser a explicação. John seria uma espécie de avatar da era histórica.

Schenkman colabora com Emerson Bixby, filho de Jerome Bixby, roteirista de O Homem da Terra. Desta vez, Young precisa enfrentar a desconfiança de seus alunos que, acidentalmente, descobrem sua condição eterna. A quantidade de coincidências para isso acontecer desafia a suspensão da descrença e é um dos pontos fracos do filme.

O Homem da Terra: Holoceno traz de volta David Lee Smith em uma nova historia muito parecida com a original
O Homem da Terra: Holoceno traz de volta David Lee Smith no papel principal: o misterioso John

O Homem da Terra: Holoceno atende aos fãs do primeiro filme em ver uma sequência, mas fracassa numa tentativa de construir franquia. A ideia de um contraponto vilanesco de John é boa, mas acaba subaproveitada em nome de um engajamento que o público nunca deu.  A produção explora mais os conflitos religiosos de um ser de 14 mil anos, mas é tudo feito com a profundidade de uma piscina de quintal.

Assim como no filme original, os diálogos são a melhor coisa mas acabam sendo deixados de lado por cenas de ação física que convencem muito pouco. Infelizmente, uma ideia que não emplacou.

Confira o trailer de Homem da Terra: Holoceno:

 

 

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