
Pelas regras já é possível perceber que não se trata de uma história de ação com grandes reviravoltas, mas de uma trama intimista. E pelo fato de se passar toda dentro do café tive a sensação de que poderia facilmente ser adaptada para uma peça de teatro, sendo justamente o contrário. Antes que o Café Esfrie é inspirado em uma peça da 1110 Productions escrita por Kawaguch e que levou o grande prêmio do 10º Festival de Teatro de Suginami.
A obra é dividida em quatro partes com ares de contos, já que cada uma é centrada em um par de personagens. Essas histórias acabam se conectando por acontecerem todas no mesmo local, tendo como constantes os donos e funcionários do café. A história do próprio café tem fragmentos ao longo de todo o livro, fazendo dele um personagem a parte com seus próprios mistérios. Até seu nome é uma curiosidade: Café Funiculì Funiculà. Sim, como a canção italiana.
A narrativa em terceira pessoa é fluida e envolvente. Como em grande parte dos livros que contam várias histórias, umas são mais interessantes que outras. E justamente a primeira é a menos interessante, o que requer um pouco de persistência do leitor. Porém, as quatro histórias tratam de temas universais como amor, perda, luto, arrependimento, perdão e redenção. Que, por sua vez, nos levam a avaliar nossas atitudades em nossos relacionamentos.
Antes que o Café Esfrie é um best-seller mundial, que junto com suas duas sequências já vendeu mais de 3 milhões de cópias no mundo
Nota: 9


