Relembre este filme inesquecível dirigido por Sam Raimi
O Homem-Aranha é antigo assim?…. Olhando para trás nem parece ser tanto tempo assim. Porém, já são dezesseis anos desde que um certo Sam Raimi repetiu o mesmo nível de sofisticação de Richard Donner em Superman – O filme e dirigiu um dos mais importantes filmes para o mundo nerd.
De início, Kirsten Dunst era um dos nomes mais badalados do filme. A atriz cuja última lembrança na mente do público remontava ao distante Entrevista com o Vampiro pareceu ser a escolha mais correta para interpretar Mary Jane Watson. Trabalhando em filmes de pouca visibilidade – com a exceção do distinto As Virgens Suicidas – , a história do amigão da vizinhança trouxe Kirsten de volta ao circuito dos grandes filmes comerciais.
O excelente Willem Dafoe era outro nome forte. De talento impecável e fisicamente adequado para o papel de Norman Osborn, parecia que o filme havia encontrado um vilão cinematográfico tão marcante quanto o superestimado Jack Nicholson em Batman e Gene Hackman nos filmes do Super-Homem. Talvez pelo seu sucesso, ainda não haja um só filme do Homem-Aranha em que ele não esteja presente. Da mesma forma, a direção de Raimi surpreendeu muitos nerds que encontraram nele o diretor perfeito para o filme que todos queriam, mas também temiam que maltratasse o herói mais querido entre os nerds.
Mas é claro, todo o assunto é passagem pois o que interessava era Tobey Maguire. Da mesma forma como Christopher Reeve, Maguire encarnou o inconsciente coletivo do personagem. Ele conseguia ser o Peter Parker atraente que conquistou Gwen Stacy e Mary Jane nos quadrinhos, mas também o jovem indefeso que era humilhado por Flash Thompson.
Tobey Maguire protagonizou “O Homem-Aranha” e fez o personagem retornar aos cinemas
Não era só o nerd que muitos são, mas também o nerd que muitos queriam ser e aí aparece um ponto principal da sua identificação com o personagem. Hoje é muito difícil imaginar um filme sem Maguire e Raimi. Mesmo assim estamos indo para o segundo ator a viver o personagem…
As citações que faço neste post ao filme de Donner não são descabidas. Homem-Aranha é uma referência clara e direta ao filme do Homem de Aço. Porém, aqui é um personagem muito mais humano e falível que não conquista o respeito e admiração das outras pessoas imediatamente, mas precisa sofrer – caramba, e como sofre! – por isso. Não é um deus e repórter infalível e que possui poderes imensos capaz de ajudar com seu segredo.
É um homem com defeitos e, por acaso, superpoderes.
Mais do que isso, o filme trata das relações paternais. Enquanto Harry Osborn (James Franco) é um filho com um pai ausente, Peter é um orfão que perde seu segundo e terceiro pai no filme. Se Ben Parker (Cliff Robertson) é o tio adotivo que morre sem conseguir explicar a Peter o que é responsabilidade, Norman é o pai que não consegue entender o que é o amor. Perde carreira, família e amizade por se preocupar apenas com o poder.
O primeiro filme marca toda trilogia cinematográfica do Aranha. Não é à toa que, ao contrário de outros filmes de heróis, tanto o segundo quanto o terceiro fazem – em algum momento – uma referência clara e direta a ele, algo que não ocorreu nem na trilogia X-Men, nem tampouco nos filmes do último filho de Krypton.
Como toda história baseada em pais e filhos, é um filme não apenas sobre o medo de amadurecer e se tornar um homem, mas também sobre o medo de ter mais sucesso do que nossas figuras paternas. Mesmo o heróico Homem-Aranha sucumbe ao medo de ser melhor do que seus “pais”. Mesmo ele tem medo de ser feliz. E, conforme Raimi mostra, não é um medo nada difícil de se entender. Esta é sua dádiva. E sua maldição.
– Antes de DaFoe, John Malkovich, Nicholas Cage e Liam Neeson também foram cotados para o papel de Norman Osborn. Apenas Malkovich ainda não interpretou um persoagem ligado aos quadrinhos enquanto Neeson atuou em Batman Begins e Cage em Motoqueiro Fantasma.
– O papel de Peter Parker cotou atores tão fisicamente e talentosamente díspares quanto Jude Law, Freddie Prinze Jr., Ben Affleck, Heath Ledger e Scott Speedman. O próprio James Franco quase viveu Peter. Mas sem dúvida alguma, o nome que causou mais temor entre os nerds foi o de Leonardo DiCaprio. Na época, visto como um ídolo teen.
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