Editorial: histórias em quadrinhos precisam de mais criações envolvendo a ditadura

A ditadura militar no Brasil já foi palco de várias obras no cinema e na TV. De filmes ruins como Lamarca até outros inesquecíveis como O Dia Que Meus Pais Saíram de Férias. A rede Globo criou cenários que marcaram gerações como a ótima Anos Rebeldes entre produções mais recentes. Até mesmo o SBT contribuiu com Amor e Revolução, primeira novela com um beijo lésbico.

Em quadrinhos, no entanto há bem menos. No cenário recente, apenas Ditadura no Ar – Coração Selvagem, de Raphael Fernandes, é lembrada como referência. O bizarro cenário eleitoral em que o fascismo brasileiro surge como opção, mostra que a nona arte no País pode e deve mencionar o assunto. Sob pena de vermos uma geração de leitores sem poder ler narrativas nacionais marcantes enquanto a Argentina tem o clássico Eternauta, inigualável entre obras nacionais.

Vale lembrar de ataques recentes a livros na proposta de se escolher um lado. Nós, do POPOCA, não somos de esquerda ou direita, mas a favor da diversidade e liberdade. Enquanto as histórias em quadrinhos no Brasil não assumirem um papel de criar narrativas contra a ditadura militar e ao reacionarismo que teima em ascender, estarão assumindo um lado de quem oprime leitores e cidadãos. Escolham suas armas, quadrinistas.

Please follow and like us: