Cruzando trajetórias e mundos: Elseworlds

Na noite deste domingo foi exibido ao público brasileiro o mais recente crossover do chamado Universo Arrow. Intitulado Elseworlds, o evento que reuniu os super-heróis foi centrado nas séries Arrow, The Flash e Supergirl e acabou deixando claro que tinha objetivos bastante práticos.

O crossover anterior, com título Crisis on Earth-X, havia reunido algumas dezenas de heróis, em grande medida devido ao tamanho da equipe da série Legends of Tomorrow. Neste ano, sem os viajantes do tempo, o encontro dos super-heróis foi mais enxuto, em apenas três episódios. Os personagens secundários de cada uma das séries tiveram aparições discretas, com exceção do Superman.

O primeiro objetivo de Elseworlds parece ser preparar um possível fim na trajetória de Oliver Queen. Os rumos de sua série indicam uma mudança drástica agora que sua identidade é pública. Por outro lado, ao que tudo indica, Oliver fez no crossover um acordo com o Monitor, para salvar Kara e Barry, que pode colocar em jogo sua própria vida no futuro.

Outro objetivo prática de Elseworlds foi apresentar Kate Kane, a Batwoman, e introduzir Gotham City. Não foram apresentados grandes detalhes sobre a realidade específica do que se vive na cidade, apesar da sequência de luta dentro do Asilo Arkham. O interesse maior parece ser inserir Kate no Universo Arrow e fazer um primeiro teste da personagem antes da estreia de sua série individual. Um teste semelhante foi feito com Barry, antes da estreia do seriado The Flash.

E o terceiro objetivo do crossover parece ter sido introduzir o próximo grande evento, divulgado ao final do episódio de Supergirl, com o título Crise nas Infinitas Terras. Quem vem acompanhando as séries já foi apresentado à possibilidade de circulação das personagens em diferentes mundos e tempos. O que se viu em Elseworlds foi talvez até o momento a experiência mais complexa no que se refere a mudanças na linha de tempo ou da realidade. No próximo ano não se sabe como será adaptado o clássico arco, bastante marcante no universo de heróis da DC. No entanto, possivelmente será o maior e mais importante evento de todas as séries.

Os protagonistas continuam a mostrar vitalidade em seu tradicional encontro anual, apesar de eventuais problemas em suas séries individuais. Stephen Amell trouxe uma faceta menos sombria para seu personagem, talvez pela necessidade de incorporar aspectos da personalidade de Barry. O destaque foi Melissa Benoist, que, depois de tropeços na construção de sua personagem, desde a segunda temporada de Supergirl encontrou um excelente tom para Kara.

Num momento em que a DC novamente tenta apresentar uma novidade no cinema com Aquaman, acabam se destacando as séries exibidas na televisão. Essas produções apresentam roteiros que não tentam ir além do que realmente são e não utilizam os exagerados efeitos especiais dos filmes. Além disso, vão garantindo que o nome da DC permaneça associado a produções que ajudam a entreter as novas gerações e a refletir sobre a nossa própria realidade.

Nota: 8

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